O professor da pós-graduação em Tradução da Estácio Jorge Davidson, mestre e Doutor em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e tradutor especializado em tecnologia e localização para grandes empresas de software e hardware, além de outras áreas, bate um papo descontraído nesta entrevista concedida ao portal da instituição de ensino onde dá aula há pelo menos dez anos.
Na conversa, o docente narra sua trajetória de 14 anos no universo da tradução e destaca a importância de encontrar uma área de especialização, mas também a de estar com o leque aberto para novas searas. “Como tradutor, além de me dedicar à tradução tecnológica, consigo navegar por outros setores, como arquitetura saúde públcia, comunicação, educação e história. Gosto de ser especialista, no entanto, sinto necessidade do algo a mais”, aponta Davidson.

Machine translation

Argentino radicado no Rio de Janeiro, o professor, que é mestrando em Estudos da Linguagem na PUC-Rio, dividiu durante quase 40 minutos alguns temas da atualidade na Tradução, como a relação entre o tradutor e a machine translation. Davidson identifica quatro posturas: negacionista, catastrofista, pragmática e transformacionista, e aponta algumas possibilidades para o futuro do tradutor.

Ferramentas

O professor também indica ferramentas imprescindíveis para o profissional iniciante e os mais experientes que ainda resistem às inovações tecnológicas. Para ele, o tradutor que desconhece a importância das CAT tools “acaba ficando de fora de boa parte do mercado”, pois esse instrumento é fundamental para o desenvolvimento e a qualidade de grandes volumes de trabalho.

Pós-edição

O especialista comenta ainda a função do pós-editor no universo da tradução e o “papel” cobrado pelas agências. “É um trabalho que realmente pode ser bem remunerado, mas vai depender muito do nível de exigência do texto final cobrado pelo seu cliente”, sublinha Davidson.

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